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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Bom dia


E depois de ter dormido 3 horas cá estou eu de volta ao computador, de volta aos relatórios e portefólios de estágio, de volta às minhas dores de cabeça.
Falta-me ainda fazer tanta coisa e o cansaço já se começa a acumular, confesso que tenho algum (bastante) medo de não conseguir terminar algum documento e de ser obrigada a diminuir à qualidade para que tudo fique pronto a horas. Apesar de achar que tudo isto podia ficar muito melhor, acho que estou a fazer o mínimo aceitável, e não queria fazer menos que isto.
Nos próximos dias vou andar mais ausente dos vossos espaços, mas vou tentando vir cá dizer um olá, sempre ajuda a aliviar a tensão por tirar os olhos daquilo tudo.

Desejo-vos uma ótima semana, aproveitem bem e desfrutem do sol maravilhoso de hoje, parece que já começa a cheirar a primavera!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Que tarde para esquecer

No fim do almoço fui à faculdade fazer a matricula no mestrado, correu tudo muito bem e vim embora. A meio do percurso da auto estrada sinto o pé que está no acelerador a deslizar para o lado e sinto-o solto, o meu coração parou logo ali, estava eu de sandálias e os pés começam logo a suar, piorando a situação, já que tinha que ter o pé firme para controlar o acelerador que deslizava para os lados. Eu percebo muito pouco, ou nada mesmo, de carros e, por isso, qualquer situação anormal deixa-me em alerta. Reduzi de imediato a velocidade e fui devagar até à saída da auto estrada onde parei e liguei ao meu socorrista de serviço, o meu pai. Entrou logo em contacto com o mecânico que, por acaso, até estava perto e disponibilizou-se a ir ter comigo, fantástico. 

Espero cerca de 15/20 min, numa zona onde até passam alguns carros e com umas bermas bastante largas para poder ter lá o carro sem qualquer problema. Entretanto pára um BMW atrás de mim, mesmo coladinho e sai de lá um homem, e digo homem porque de senhor não tem nada, muito bem vestido, óculos de sol e dirige-se a mim muito calmamente. Eu estava dentro do carro, vidros abertos e vi o homem a aproximar-se e já não estava a gostar daquela atitude. O sujeito começou a fazer-me umas perguntas acerca de uma freguesia, estava, segundo ele, perdido e tinham-lhe dado informações erradas. Indiquei ao homem a tal freguesia e ele continua ali, em frente à minha porta, encostado ao carro e sem tirar os olhos de mim, com  um tom de voz muito calmo (nojento até), para quem estava perdido. Depois começou a falar da sua atividade profissional, perguntou-me se conhecia alguém ali da zona com o mesmo trabalho... mesmo depois de lhe ter dito que não conhecia nada ali e que nem era de perto.
Eu já não sabia o que fazer, não olhava para ele se quer e como estava com o telemóvel na mão pus o número do meu pai pronto a chamar caso fosse necessário, ele sabia onde eu estava e que estava sozinha. Eu já estava a pensar no pior, passou-me tudo pela cabeça, sabia que o homem não queria nenhuma indicação, caso contrário tinha ido logo direto ao assunto, não teria mais conversa e não estava tão calmo e encostado à minha porta... eu estava cheia de medo, sentia-me derrotada por ele já. 
Eis que chega o mecânico e o homem desaparece, eu abri logo a porta e nem consegui olhar, comecei logo a falar para o mecânico que me perguntou logo se estava bem e se conhecia o sujeito. O homem evaporou-se assim que viu que já não estava sozinha. E eu respirei de alívio.

Nunca tal me tinha acontecido e nunca tinha sentido tanto medo por estar sozinha com um estranho, eu não sei qual seriam as suas intenções. Assalto? Violação? Rapto? Sei lá, mas acreditem naqueles minutos passa tuuuuuudo pela cabeça, só pensamos no pior. Eu não podia fazer nada, estava sozinha, com ele a impedir-me a saída do carro e claramente a entender que não queria informações. O que pensava fazer comigo? E se o mecânico não chegasse naquela altura? 
Se as intenções fossem boas não teria ido embora tão rapidamente, sem agradecer tão pouco a informação e também não havia necessidade de fixar o olhar e de me impedir de sair... Fiquei com tanto medo naqueles instantes.

Não passa pela cabeça de uma mulher abordar um homem que esteja na rua sozinho, já o contrário... uma mulher sozinha e dentro de um carro é uma presa fácil, mas a sujeitos destes podemos chamar de muita coisa horrível, mas acima de tudo são uns fracos, cobardes que só fazem certas coisas quando têm a certeza que fisicamente são superiores. Pessoas destas não valem nada, foi ver chegar um homem e fugiu. 

Quanto ao carro, vim com ele até casa mas o pedal ia mesmo soltar-se de vez... já esta resolvido ;)

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Esta semana está a começar tão mal

Ontem foi a situação do ex namorado que me deu uma noite de pesadelos, choro e um dia a pensar no assunto. Hoje foi uma visita ao médico.
Fui a uma consulta de rotina só para saber se estava tudo bem e fazer umas análises como é hábito fazer todos os anos, o que também é hábito é sair de lá com um "está tudo bem, vais só fazer umas análises", tal não aconteceu desta vez. Hoje foi assim: "vais fazer umas análises e uma ecocardiograma" 
Como? Ecocardiograma? Um sopro no coração? Posso ficar descansada porque pode não ser nada? Ok, eu nunca fiz exames ao coração, não tenho sintomas nenhuns anormais, dizem-me que tenho que fazer uma ecocardiograma por haver suspeitas de algo e eu devo ficar descansada??? Pois, é muito bonito falar. 
Passei todo o dia a pensar no assunto, a imaginar que tenho alguma coisa e logo no coração. O exame é só dia 30 e até lá isto não me vai sair da cabeça. Hoje até tive a sensação que se o coração conseguisse saltar cá para fora, saltava. Até me senti estranha e mais cansada que o normal.
Eu só espero não ter mesmo nada de grave, já me basta o medo que ando a sentir só de pensar. Estou mesmo preocupada e... com muito medo.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Cuidado com o brilho da estrada!


Hoje sai de casa ainda de noite, a estrada brilhava de tal maneira que  me obrigou mesmo a ir devagar, tal era o gelo.
Mesmo com precaução, numa curva um pouco apertada, perco o controlo ao carro, tentei controlá-lo mas só me via a andar em zigue-zague e tentar ir o máximo para a direita, é que do outro lado da estrada o fundo não se vê lá muito bem, mal por mal, então prefito bater no muro.
Felizmente, e não sei bem como, o carro lá se imobilizou mesmo direitinho, na faixa correta. Apanhei um susto de morte, numa fração de segundos vi a minha vida a andar para trás, foi tudo muito rápido, mas passou-me tanta coisa pela cabeça.

Por isso, tenham mesmo muito cuidado, e mesmo assim todo o cuidado é pouco. Estas noites geladas tornam a estrada o local ideal para patinagem. Eu que o diga.

Não passou de um susto. Ufa!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Medo verdadeiro de o ganhar

Eu tenho um medo terrível do primeiro prémio do euromilhões e ninguém acredita em mim, muito menos me percebem. Mas é verdade. Eu nem se quer jogo com medo que o azar bata à porta e o primeiro prémio saia justamente a mim.
Um segundo prémio eu não recusava, porque acho o valor aceitável. Agora 185 milhões de euros??? Estragar a minha vida para quê? Com 185 milhões de euros eu ia ganhar "amigos" que nunca tinha visto, ia perder o direito à minha vida pacata...
Eu só gostava que me saísse um prémio que me desse a possibilidade de estabilizar a minha vidinha, pelo menos enquanto estivesse a estudar ter dinheiro suficiente para pagar tudinho e ter mais algum para garantir o mesmo ao meu irmão. Depois era só mais algum para os meus pais comprarem uma casinha aos gostos deles, e digo casa e não palácio.
Agora façam as contas e vejam quanto sobraria dos 185 milhões de euros...
Ao contrário de muita gente, eu não quero o euromilhões para não precisar de trabalhar mais, era só para aquilo que é mesmo necessário e não me imagino com tanto dinheiro.
Por isso, e com medo que saia, NÃO JOGO.
No entanto, boa sorte para quem joga e juízo para quem o vai ganhar.